Teta Lágrimas - Biografia




Teta Lágrimas
Foto: O PAÍS online

Teta Lágrimas.

 

Nascido a 5 de Julho de 1956, Abel Lágrimas da Conceição Santos Teta é natural da província do Zaire. Começou a tocar guitarra de lata aos 9 anos.

 

Foi desenhador e escultor mas, aos poucos, perdeu essas habilidades, tendo a música tomado conta da sua capacidade criativa. Depois do 25 de Abril, o cantor teve de refugiar-se na República Democrática do Congo (ex-Zaire), onde gravou o primeiro single, intitulado o “Mundo Gira”.

 

Desenvolveu a sua carreira profissional naquele país com algumas orquestras, como Veve Center e Bombongo Star, isto entre os anos de 1976 e 1985. A partir daquela data desenvolveu contactos com Portugal e conseguiu gravar o primeiro CD, intitulado “Mãe de Todos Nós”, produzido e editado no ex-Zaire, tendo sido distribuído em Portugal e em Angola, facto que o consagrou na comunidade africana de Portugal e no music-hall angolano.

 

Entre 1985 e 1993, passou a residir em Portugal, onde lançou as obras discográficas “Coisas da Vida”, “Dilema”, “Luanda já foste linda” e “Estúpido Ciúme”. Ao regressar ao país, em 1995, enveredou para a área empresarial, tendo constituído uma empresa de produções musicais, artes gráficas, prestação de serviços informáticos e publicidade, sem desistir contudo da sua carreira artística.

 

Recordações

O cantor recorda com alguma nostalgia os tempos de infância ao lado do seu irmão mais velho Teta Lando, numa altura em que este interpretara na época músicas de Luís Kalaf “La Metcha”, Luís Quintero e outros ao som da sua pequena gaita em casa no bairro

 

Operário. “Foram épocas em que eu era miúdo, gostava de o ver e ouvir tocar e compor as suas músicas. A par disso e o que mais me emocionou foi o “Fenacult”, altura em que eu estava na Europa, e que arrastou uma multidão enorme. Lembro-me do meu irmão nestas duas etapas”.

 

O cantor recordou que Teta Lando foi um dos homens que levantava a bandeira do país em alta e um dos artistas que em Portugal era considerado um grande autor, compositor e intérprete. Salientou que como Presidente da União Nacional dos Artistas e Compositores conseguiu e conseguiria, de certa forma com as políticas que ia implementando, levar a música angolana para outros cantos do mundo.

 

Fonte: O PAÍS online


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